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Portos do Paraná iniciam Planejamento Estratégico da Infraestrutura Marítima

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A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) vai planejar a infraestrutura marítima dos Portos do Paraná para os próximos 20 anos. A medida – inédita no País – foi formalizada com a publicação da portaria 202/2017, que visa a criação do Planejamento Estratégico da Infraestrutura Marítima do Paraná (PEIM). O documento tem como objetivo dar transparência para as ações de planejamento da infraestrutura marítima, de acordo com as demandas mercadológicas, técnicas e com a legislação ambiental.

A portaria também formaliza a criação de um Grupo de Trabalho (GT) formado por representantes das diretorias de engenharia e meio ambiente da Appa, Capitania dos Portos, Praticagem, Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Paranaguá, Sindicato dos Operadores Portuários do Paraná (SINDOP) e Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP).

De acordo como diretor-presidente da Appa, Luiz Henrique Dividino, a iniciativa visa detalhar em um documento todas as ações necessárias – a curto, médio e longo prazo – para manter e aperfeiçoar a infraestrutura marítima dos portos do Paraná para atender a frota atual e a frota de navios futura e, ainda, por desdobramento promover condições técnicas para garantir a competitividade do agronegócio, da indústria e do comércio, do Paraná e do Brasil.

Dividino explica que o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto Organizado (PDZPO), aprovado em 2012, é uma ferramenta que orienta e planeja a área terrestre do Porto até 2030. No entanto, o planejamento marítimo é peça fundamental, estabelecendo as premissas e divulgando a estratégia marítima do Porto para possibilitar a todos os demais atores se programarem no sentido de melhorar a competitividade das operações.

“Por isso, pela primeira vez na história da Appa, propusemos uma ação conjunta com todos os setores envolvidos, permitindo o aperfeiçoamento das ações desta administração e das futuras, sempre no sentido de melhor atender aqueles que se utilizam dos Portos do Paraná”, destacou o diretor-presidente da Appa.

Para ele, a participação das entidades, empresas e órgãos envolvidos na operação portuária permite ajuste fino nas ações em andamento, assim como apontar as tendências deste mercado, num cenário de curto, médio e longo prazo. “O plano precisa retratar a necessidade do mercado e as expectativas do nosso cliente, garantindo o diferencial competitivo que o porto de Paranaguá pretende manter para melhor atender”, reforçou.

GRUPO DE TRABALHO – A primeira reunião do GT para a elaboração do Planejamento Estratégico da Infraestrutura Marítima do Paraná (PEIM) aconteceu nesta semana. As reuniões serão semanais e o GT é responsável por propor, debater e consolidar todos os procedimentos e requisitos necessários para aperfeiçoar o Planejamento.

Durante a reunião, foram apresentadas as atuais condições da Infraestrutura Marítima (trecho, comprimento, largura, profundidade, aprofundamento e calado) dos Portos do Paraná, desde o canal de acesso, bacia de evolução e berços de atracação, em Paranaguá, Antonina e Pontal do Paraná.

Entre os requisitos que deverão ser contemplados estão a dragagem de regularização dos canais de acesso, bacia de evolução e áreas de fundeio dos Portos de Paranaguá e Antonina; Programa de Dragagem de Manutenção Continuado, dragagem de aprofundamento I (em andamento) e plano de derrocagem dos maciços rochosas; plano de batimetria, entre outros itens.

Operadores portuários aprovam planejamento a longo prazo

O diretor superintendente comercial da empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), Juarez Moraes e Silva, disse que a comunidade portuária comemora a iniciativa da Appa.

“É o primeiro passo para estabelecermos para o Brasil qual é o Porto que queremos em Paranaguá. Um Porto que é estratégico para a cadeia produtiva e o segundo porto do Brasil. Precisamos ter planejamento de infraestrutura marítima, com a contribuição de toda a inteligência do setor portuário de Paranaguá”, destacou Juarez.

Ele ressaltou que a infraestrutura marítima – que inclui as campanhas de dragagem em andamento – permite que Paranaguá possa receber os maiores navios. “A continuidade deste trabalho reflete em toda a cadeia produtiva, com a redução de custo e ganhos efetivos”, completou. “Temos que garantir que o Porto esteja preparado para o futuro e para receber de forma sustentável e segura os maiores navios do mundo”, finalizou.

O gerente da Centro Sul Serviços Marítimos, João Paulo Barbieri, disse que esta é uma das ações mais relevantes que a Appa pode fazer pelo futuro dos portos. “Daremos todo o apoio possível para este planejamento. É uma batalha difícil, mas a Appa está empenhada e o apoio de quem opera diretamente no mar é crucial”, relatou João Paulo.

José Paulo Fernandes, da Cattalini Terminais Marítimos, lembrou que a falta de planejamento impõe mais tempo e custo para as operações.

“Todos os atores envolvidos na operação portuária dependem de infraestrutura marítima para a sua eficiência. Então, o planejamento beneficiará o mercado como um todo”, disse José Paulo Fernandes.


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