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Wilson Sons doa rebocadores desativados para criação de recifes artificiais

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O cuidado e respeito ao Meio Ambiente estão no DNA da Wilson Sons. E ciente do seu compromisso com a sustentabilidade, a empresa vem buscando alinhar a modernização das suas operações com a preservação da biodiversidade.

Seguindo essa estratégia sustentável, desde 2002, a Wilson Sons vem doando rebocadores desativados para o Projeto Parque dos Naufrágios Artificiais de Pernambuco para criar recifes artificiais. Até o momento 12 rebocadores já foram afundados.

Os recifes artificiais ajudam na recuperação de ecossistemas marinhos, além de servir como laboratório vivo para estudos em biologia marinha. Em 2014, a iniciativa foi reconhecida com o prêmio Top Socioambiental e Recursos Humanos, da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing de Pernambuco (ADVBPE).

Em 2017, o projeto foi incluído na World Social Responsibility Projects Initiative (WSRPI), uma plataforma online lançada pelo Conselho Mundial de Petróleo (World Petroleum Council - WPC) para exposição permanente de projetos de responsabilidade socioambiental de diversos países.

A Wilson Sons tem a maior frota de rebocadores do Brasil, com 80 rebocadores, e mantém a estratégia de renovação periódica da frota. Mas tendo como foco o compromisso ambiental, no lugar de vender as embarcações para sucata, por exemplo, a empresa tomou a decisão de devolvê-las ao mar para desenvolver a biodiversidade marinha.

“Os oceanos pedem socorro, principalmente no Brasil que parece não tratar com carinho as estradas por onde passam mais de 90% do nosso fluxo comercial”, disse o especialista em Relações Institucionais da empresa, Claudio Luiz de Viveiros, que destacou a importância do projeto para promover e proteger a vida marinha. “É importante uma empresa ter essa visão”, completou.

O Projeto

O projeto busca fomentar a troca de experiências bem-sucedidas que possam ser replicadas em outros países. Os recifes artificiais imitam as características dos recifes naturais, facilitando o desenvolvimento da biodiversidade marinha em ambientes antes pouco habitados.

Ao longo de quase 20 anos do projeto, vem sendo observada a criação de novas áreas para os animais e a ocorrência de espécies ameaçadas de extinção. Com o incremento da biodiversidade, foram registradas 97 espécies habitando os recifes artificiais.

Os recifes também contribuem para o desenvolvimento socioeconômico com a promoção de atividades ligadas ao mar, como a pesca esportiva e o ecoturismo subaquático, e com pesquisas sobre o processo de colonização no naufrágio.

Processo de autorização

Autorizado pela Marinha do Brasil, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e pela Agência Estadual do Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), o projeto conta com a orientação da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e da Associação das Empresas de Mergulho do Estado de Pernambuco (AEMPE).

São necessários cinco meses para a obtenção da documentação junto à Marinha, que aprova a localização do naufrágio, com o objetivo de preservar a segurança da navegação. Os rebocadores estão afundados a dez quilômetros da costa a uma profundidade de 25 a 35 metros.

O IBAMA analisa o Estudo de Impacto Ambiental e inspeciona a embarcação enquanto a limpeza é realizada. Devem ser retirados dos rebocadores resíduos como: zinco, chumbo, graxas, óleo diesel, bem como os equipamentos a bordo.

Conforme Viveiros, a empresa investiu cerca de R$ 600 mil para o afundamento de cada rebocador. Os recursos são destinados especialmente ao cumprimento das regras previstas pelo IBAMA para retirada de resíduos e equipamentos das embarcações.

Outras ações ambientais da empresa

A empresa também realiza outras ações com vistas à redução de impactos ambientais das atividades e a preservação do Meio Ambiente. Entre elas está a elaboração do Índice de Gestão Ambiental (IGA) que se baseia nas melhores práticas ambientais da atualidade.

Os temas prioritários do IGA são o gerenciamento de resíduos sólidos, recursos hídricos, licenciamento, emissões atmosféricas, entre outros.

Na área de emissões atmosféricas, a empresa vem identificando oportunidades de descarbonização na matriz energética, com a adoção de tecnologias avançadas que contribuem para a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Entre elas, está a incorporação do padrão IMO TIER III nos rebocadores que estão sendo construídos a partir deste ano. A solução reduz em mais de 75% os níveis de emissão de óxidos de nitrogênio.

A Wilson Sons vem utilizando guindastes de pátio elétricos do tipo RTG (Rubber-Tyred Gantry), com menor impacto ambiental nos terminais de contêineres. A empresa conta também com uma Central de Operações de Rebocadores (COR), que monitora em tempo real a movimentação da sua frota e das embarcações nos terminais, além de controlar o consumo de combustível dos rebocadores com o objetivo de garantir maior eficiência, evitar desperdícios e, consequentemente, reduzir a emissão de gases.
Para a gestão mais eficaz de energia, que compreende a utilização de energia limpa e consumo eficiente das operações, a empresa busca identificar, promover e replicar projetos que possibilitem ganhos de eficiência operacional a partir do uso da energia evitada.

A Wilson Sons

A Wilson Sons é a maior operadora integrada de logística portuária e marítima do Brasil. Com mais de 180 anos de experiência, a Companhia possui abrangência nacional relevante e oferece soluções completas para apoiar o comércio doméstico e internacional, bem como a indústria de óleo e gás.
 


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